Última Temporada do “Auto da Compadecida” em Salvador

A montagem soteropolitana do “Auto da Compadecida”, criada pelo Centro Cultural Ensaio, baseada na obra de Ariano Suassuna, encerra o seu terceiro ano consecutivo em cartaz nos palcos de Salvador com duas apresentações no Teatro FARESI (antigo Teatro ISBA). O espetáculo conta com onze temporadas prévias em diversos espaços de cultura da cidade – o Largo Tereza Batista e a Praça Pedro Arcanjo (no Pelourinho), o Centro Cultural SESI Casa Branca, o Teatro Módulo, o Teatro Jorge Amado, o Centro Cultural Ensaio (onde foi produzido) e o próprio Teatro FARESI. As últimas sessões deste ano ocorrem no dia Sexta-Feira, 07 de Novembro, às 20:00, e Domingo, 09 de Novembro, às 19:00. Os ingressos, custando entre R$40,00 e R$80,00, podem ser comprados pelo Ingresso Digitalhttps://ingressodigital.com/evento/18075,18076/auto-da-compadecida. Classificação: Livre.

A obra do paraibano Ariano Suassuna conta com direção e encenação de Fábio Tavares (“Lenda das Yabás” [2012], “” [2017], “Temporada Final” [2022], “Navalha na Carne” [2023] e “Os Saltimbancos” [2024]). O espetáculo ganhou uma pequena alteração na estrutura do seu roteiro, que inicia pelo fim, ou seja, as personagens já começam mortas, no céu, e a trama se desenrola contando como elas chegaram ali, dando ainda mais amplidão às peripécias dos dois anti-heróis, malandros e mentirosos, João Grilo e Chicó, criados pelo dramaturgo Ariano Suassuna. Isso permite uma dilação no tempo e a criação de situações inusitadas, que estavam contidas no subtexto, e que agora dão mais vida e comicidade a um texto que, por si, já garante boas gargalhadas da plateia.

O público baiano poderá conferir os personagens icônicos e o enredo voltado para a comicidade e a religiosidade, em interpretações endossadas pelo elenco composto por Augusto Barbosa, Freitas Jr., Juliana Costa, Kaio Britto, Lara Bitencourt, Leo Santos, Lucas Teixeira, Samuel Ferreira e Thales Moreira, tecendo uma história de muito humor e fantasia, da qual nem a Compadecida escapa, muito menos o maldito Encourado. O Texto é um clássico que, com todo o seu humor, expõe críticas sociais, reflexões de ordem moral, boas doses de sarcasmo e um astuto olhar sobre sérios problemas que ainda são encontrados nos dias atuais.