Artista baiano, finalista do Festival da Educadora FM, volta a Salvador com o show solo “Yan em Risco”
Yan Paiva, artista independente natural de Ibititá, no interior da Bahia, retorna a Salvador para a sua segunda apresentação solo. Finalista pela segunda vez do prestigiado Festival da Educadora FM (edições 2023 e 2025), o cantor, compositor e produtor põe seu repertório autoral para jogo no espetáculo solo, voz e violão, YAN EM RISCO, que será realizado no Teatro Gamboa, no dia 14 de novembro de 2025, às 19h. O show é a culminância de vários projetos caseiros feitos inteiramente pelo artista, desde a gravação à mixagem, em especial, seu último álbum “Risco”. Esta apresentação marca o retorno do artista à capital, sucedendo sua estreia de sucesso na Casa Rosa, um show de casa cheia contemplado pelo projeto Quinta da Casa e pelo Selo Educadora FM.
Yan Paiva representa uma nova geração de artistas baianos que conquistaram espaço nacional mantendo suas raízes regionais. Em 8 anos de carreira, Yan acumula 2 álbuns, 5 EPs, 9 singles e mais de 500 composições autorais. Com um trabalho sólido de quase 10 mil ouvintes mensais, o artista vem, passo a passo, ocupando os espaços digitais propondo uma sonoridade e poesia muito própria. Na busca de materializar esses espaços, o compositor encontrou nos festivais de canção uma abertura para sua música, acumulando participações e premiações em grandes festivais pelo Brasil, como Musicanto, FENAC e, notavelmente, sendo finalista do Festival da Educadora FM por duas vezes. Recentemente, ele foi selecionado pelo curador do Rock in Rio para participar do Rio2C 2025 com um pitching show na abertura do evento.
O artista chama atenção por sua linguagem poética única, que explora trocadilhos, aliterações e jogos de palavra. “Yan fica na corda bamba entre a melancolia e o humor, brincando com a prosódia da língua portuguesa para gerar reflexões que quase sempre acabam num conforto”, destaca sua biografia oficial.
O show “Yan em Risco” apresenta principalmente o repertório do álbum mais recente do artista, homônimo, lançado em 31 de maio de 2024. O disco abraça os ruídos, os silêncios e as falhas do artista, que busca com isso gerar um senso de proximidade no público. O trabalho marca a estreia de Yan como produtor musical, tendo sido produzido e mixado próprio pelo próprio artista de forma caseira, e o aspecto “caseiro” é levado à risca, já que os elementos usados na produção vão desde um papel toalha a um jarro de barro, passando por falhas no microfone que viram percussão a, literalmente, uma gravação de um momento cotidiano que se transforma em música. Com 11 faixas autorais, o álbum é um mergulho nos registros mais crus do compositor, abordando reflexões sobre limitações, humanidade e amadurecimento.
O espetáculo tem duração média de 1h10 e formato intimista, centrado na voz e violão de Yan Paiva. O repertório inclui músicas do álbum “Risco” e 3 faixas do EP “Traço: Um Esboço do Caos”, bem como outras canções de sua discografia, intercaladas por diálogos que contextualizam as composições. A ambientação do show foi pensada como “extensão sensível da obra” do artista, uma atmosfera que remete ao “aconchego da sala de casa”.
Yan Paiva começou a compor aos 13 anos, influenciado pela mãe, Núbia Paiva, que é poetisa. Uma característica singular de sua formação é que passou 4 anos compondo apenas letra e melodia, sem saber tocar qualquer instrumento, desenvolvendo assim uma sensibilidade poética pura. O artista enxerga em si influências de grandes nomes da MPB, como Chico Buarque e Rodrigo Amarante, mas sua identidade artística se forma principalmente no diálogo com artistas como Daniel da Quixabeira e sua mãe, Núbia Paiva, representando o que ele define como uma estética “interiorana – geográfica e poeticamente falando”.
