Lucimélia Romão leva performance sobre genocídio da população negra a espaços públicos de Salvador

A violência contra corpos negros e periféricos é o ponto de partida da pesquisa artística de Lucimélia Romão, dramaturga, artista visual e performer paulista radicada na Bahia há quatro anos. Por meio de trabalhos que dialogam com questões raciais, memória e ancestralidade, a artista transforma experiências de violência em manifestações que provocam reflexão sobre desigualdade e apagamento de vidas.

Uma das principais expressões dessa pesquisa é a performance “Mil Litros de Preto”, criada em 2019. Na obra, Lucimélia aborda o genocídio da população preta, pobre e periférica, transformando estatísticas de violência em uma experiência sensorial que convida o público a refletir sobre as dimensões humanas por trás dos números.

Neste mês, a artista realiza três apresentações gratuitas em espaços públicos de Salvador: no dia 27, no Largo da Lapinha; 28, no Largo do Campo Grande; e 29, no Forte da Capoeira. A circulação leva a performance a diferentes regiões da capital baiana e amplia o contato do público com uma produção artística que utiliza o corpo e a memória como instrumentos de denúncia e expressão política.

Para Lucimélia, a arte também representa uma forma de reconhecer histórias e preservar a dignidade de pessoas cujas vidas não podem ser resumidas a estatísticas de violência.

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